<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-29478913</id><updated>2012-02-17T23:46:23.547-02:00</updated><title type='text'>Brancas Pautas</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://brancaspautas.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29478913/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://brancaspautas.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Joiza</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01081967243556577311</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_94fy1v5jhvg/SdJZ1XRAV3I/AAAAAAAAAAM/2H0vnj71QCE/S220/mqnanova+236.jpg'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>29</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29478913.post-6245802757536178566</id><published>2012-02-17T23:46:00.000-02:00</published><updated>2012-02-17T23:46:23.553-02:00</updated><title type='text'>Gente</title><content type='html'>&lt;span lang=""&gt; &lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Gente é um bicho muito imprevisível mesmo, leitor. Não dá para saber de quem virá um chute ou um maldizer. E vem na maioria das vezes de quem está perto. Seguro mesmo seria manter lonjura segura de qualquer ser humano, ser um gatuno solitário imerso no tempo do mundo. As pessoa enfraquecem umas às outras, traçam labirintos de frustações e os transferem para quem está perto. E assim seguimos acreditando em fraquezas que não são nossas, mas de alguém que precisava de um colchão inflável para amortecer o impacto de uma existência medíocre. O que há ao nosso redor é assustador, muita gente ruim que só se dá bem, muita gente boa que só se dá mal. Destino? Não, leitor, é pura distração. Por vezes nos distraimos como nosso próprio vazio e deixamos pessoas igualmente vazias nos preencherem e, assim, o nada se multiplica como praga. Segurança interior é difícil conseguir nessa vida porque há sempre quem queira esburacá-la apenas para presentear o ego. O desespero chega por conta de atitudes alheias incompreensíveis e perdemos boa parte da existência. O outro não é parâmetro para o futuro. Nem ideais fabricados em mesas de palácios de reis emperucados. Não gostaria de fazer mal a ninguém, nem mesmo de desejá-lo, mas seria bom se não fossem necessários bom-dias, gentilezas e abraços. Melhor seria explorar minha humanidade mergulhada em alguma arte ou ofício que valesse à pena. Livrar-me-ia de bailes de carnaval, bares com cheiro de fumaça e álcool, homens bonitos e frios. Não faz sentido dar um abraço em alguém um dia e no outro matar-lhe a alma. Melhor não dar bom-dia, seguir a vida com sorriso raro, mas deixar todo ser humano imerso em sua paz. O mundo não é da minha espécie, mas não vejo mal em querer zelar por ela. Não vou reaproveitar lixo, frequentar passeatas, fazer pressão no parlamento ou greve de fome. Tentarei, a partir de hoje, apenas zelar por mim mesma. Individualismo? Certamente. Mas é melhor do que assassinar almas de bem com ideais tolos.&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29478913-6245802757536178566?l=brancaspautas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://brancaspautas.blogspot.com/feeds/6245802757536178566/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29478913&amp;postID=6245802757536178566' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29478913/posts/default/6245802757536178566'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29478913/posts/default/6245802757536178566'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://brancaspautas.blogspot.com/2012/02/gente.html' title='Gente'/><author><name>Joiza</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01081967243556577311</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_94fy1v5jhvg/SdJZ1XRAV3I/AAAAAAAAAAM/2H0vnj71QCE/S220/mqnanova+236.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29478913.post-339077560270608501</id><published>2012-02-05T22:40:00.002-02:00</published><updated>2012-02-05T23:45:27.964-02:00</updated><title type='text'>Este Dia</title><content type='html'>&lt;br /&gt;&lt;div align="justify" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;Não sei leitor, o que faço aqui neste dia, aporrinhando-o com minhas letras. Com tudo o que posso sugar da minha verdade, acho que nunca soube. Minha escrita é difícil de ter rumo, fácil de enjoá-lo, mas você, talvez por compaixão, ou mesmo por ócio, vez em quando lê tais cacarecos. Peço-lhe desculpas por decepcioná-lo, mas é que o drama me acompanha, confesso - e &amp;nbsp;agradeço-lhe por me aturar.&amp;nbsp;Tenho alguma dificuldade em esquecer-me e cuidar daquilo que realmente importa. Não estaria aqui se fosse sã, ocupar-me-ia em leis e números ou em escritos mais úteis. Pretendo desistir, apenas hoje, da poesia: ela me preenche com sonho e me esvazia com realidade. É que às vezes o chão se distancia deveras dos meus pés, sem que eu possa escolher entre flutuar e pisar firme. Não tenho escolha, leitor, nem você. A vida nos dá presentes e os tira, nos dá dores e as tira, sem que tenhamos grandes opções de manobra. É certo que alguma rédea é preciso ter, mas uma das mãos que a seguram são guiadas pelo vento. Não sei leitor, o que faço aqui nessa escrita. Se estivesse em outro lugar, talvez conseguisse respirar de cabeça para baixo e não me importaria se você virasse as costas à minha alma, ao meu texto. Ou se esse outro lugar estivesse em mim. Mas tudo vai bem assim, leitor. O entardecer continua bonito, visto da janela envidraçada da repartição, sempre a me dizer que tudo está exatamente como deveria ser e eu só não entendo o desenrolar dos acontecimentos porque ainda não foi chegada a hora. É esse futuro que nunca chega. Por mais que estejamos avisados, têm coisas que acontecem da noite para o dia: um nascimento, uma morte, uma chegada, uma partida, um milagre, uma grande decepção. Ainda tenho dúvidas se a existência tem algum brilho ou se esse que vejo é só invenção, uma maneira de enfrentar o mundo, de encarar seu olhar ora de curiosidade ora de tédio. Talvez fosse melhor passar doze horas a observar cachorros de rua do que escrever mediocridades. Tudo vai bem leitor, mas não sei como vou sobreviver ao dia de hoje. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29478913-339077560270608501?l=brancaspautas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://brancaspautas.blogspot.com/feeds/339077560270608501/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29478913&amp;postID=339077560270608501' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29478913/posts/default/339077560270608501'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29478913/posts/default/339077560270608501'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://brancaspautas.blogspot.com/2011/10/este-dia.html' title='Este Dia'/><author><name>Joiza</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01081967243556577311</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_94fy1v5jhvg/SdJZ1XRAV3I/AAAAAAAAAAM/2H0vnj71QCE/S220/mqnanova+236.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29478913.post-22948664608013072</id><published>2012-02-02T22:54:00.000-02:00</published><updated>2012-02-05T23:54:19.188-02:00</updated><title type='text'>Pedaços</title><content type='html'>&lt;br /&gt;&lt;div align="justify" class="western" style="font-style: normal; font-weight: normal; line-height: 150%; margin-bottom: 0cm; text-decoration: none;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify" class="western" style="font-style: normal; font-weight: normal; line-height: 150%; margin-bottom: 0cm; text-decoration: none;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Tudo bem, leitor, não há como ser perfeita. Não aprenderei a fazer manobras andando de bicicleta, nem a decifrar logaritmos. Talvez um dia ame o homem mais bonito, mas não o de todos os tempos. Amigos às vezes sinto que nunca os tive, outras que tenho um batalhão deles. Mas os poucos do dia a dia, desses não posso reclamar. Nem sei por que me encanto por quem não tem parada. Provavelmente porque eu também não tenha, apesar de nunca sair do lugar. Sei lá qual o sentido dessa vida. Por mim, trataria apenas de amar... mas isso parece deveras perigoso, tal como existir. Sou egoísta, leitor. Não estou muito preocupada com a humanidade, apenas com cachorros tristes presos nas vitrines das clínicas veterinárias. E não faço nada a respeito. Falo apenas de mim, como se esse tema interessante fosse. Procuro há muito a verdade, mas tem sido difícil encontrá-la. Honestidade. Tem hora que a alma descola do corpo, flutua errante. E os olhos marejam, de tão vazios. Gostaria de não querer que qualquer natureza de gente ou de matéria fosse minha. Andar por aí inteira e desfrutar infinitos momentos presentes. Saber fazer tudo o que admiro para não desejar no outro a minha falta. Mas é tarefa árdua, leitor, já que há muito o que se admirar nesse mundo. Inveja, pecado capital, às vezes me ronda, devo confessar. E me corrói como presságio da minha mesquinhez. Dissimulação. Sim, leitor, às vezes dizemos coisas, escrevemos textos, até mesmo olhamos com torpes intenções. Tenho procurado em minha memória ser humano puro e não encontrei nenhum que não fosse pequenino. Então lembro-me dos olhinhos acinzentados de uma criança dizendo que estava com saudades da amiguinha que encontrava todos os dias. Saudade de todo dia é raridade, mas é tão boa de sentir! Bondades. Apesar de tudo, é preciso acreditar nelas. Continuarei minha busca, a de colar minha alma ao meu corpo, tornar-me humildemente inteira. Talvez isso nem exista, mas tem verdade que não faz mal inventar. Perfeita sei que não serei, mas tenho esperança de colar meus fragmentos. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29478913-22948664608013072?l=brancaspautas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://brancaspautas.blogspot.com/feeds/22948664608013072/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29478913&amp;postID=22948664608013072' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29478913/posts/default/22948664608013072'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29478913/posts/default/22948664608013072'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://brancaspautas.blogspot.com/2011/10/pedacos.html' title='Pedaços'/><author><name>Joiza</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01081967243556577311</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_94fy1v5jhvg/SdJZ1XRAV3I/AAAAAAAAAAM/2H0vnj71QCE/S220/mqnanova+236.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29478913.post-6056995331906204167</id><published>2012-02-01T18:28:00.002-02:00</published><updated>2012-02-01T22:23:16.272-02:00</updated><title type='text'>Desconexo</title><content type='html'>&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;Virou o dia, acabou-se a arrelia. De repente, como se fosse nascente, o olho brilhou. De minha parte, nada foi inventado, nenhum sentimento malamanhado. Que bom, deste momento encontrei o tom...por hora, agora. Vai saber se coisa que acontece assim é verdade... um salto, um pulo da alma, espontânea. Ou será melhor acreditar em sensações tecidas por horas de pensamentos sorumbáticos? O desejo. Não há quem saiba de onde é que ele vem e por que realizá-lo por vezes dói tanto. Cansei-me de questionar as regras dos homens. Que mal há em querer ser igual a todo mundo? Algum. Seguiria todas, se isso possível ainda fosse. Mas passou-se o tempo e agora é só remendo no pensamento. “Tem coisa que não cabe na cabeça”, assim disse Rosuarda. Para o inferno quem quer brincar de ser Deus! &lt;/div&gt;&lt;div align="justify" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29478913-6056995331906204167?l=brancaspautas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://brancaspautas.blogspot.com/feeds/6056995331906204167/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29478913&amp;postID=6056995331906204167' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29478913/posts/default/6056995331906204167'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29478913/posts/default/6056995331906204167'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://brancaspautas.blogspot.com/2012/02/desconexo.html' title='Desconexo'/><author><name>Joiza</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01081967243556577311</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_94fy1v5jhvg/SdJZ1XRAV3I/AAAAAAAAAAM/2H0vnj71QCE/S220/mqnanova+236.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29478913.post-2815581915895211072</id><published>2012-01-25T19:50:00.013-02:00</published><updated>2012-01-27T06:28:55.788-02:00</updated><title type='text'>Enfim, enfim</title><content type='html'>&lt;br /&gt;&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;Tristeza não bate na porta antes de entrar&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;Nem gente ruim avisa antes de se aproximar&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;Disseram-me que a vida era mais bonita&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;Que a bondade do mundo era infinita&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;E eu acreditei como criança&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;Mas dia desses desfiz minha trança&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;Meu pé fincou no chão duro&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;Que&amp;nbsp;machucou de tão escuro&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;Não tentei sorrir, precisei chorar&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;Fiquei sem lugar para voar&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;Mas minha triste alegria&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;Também sem bater vai voltar um dia&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;Alguém já já ouvirá&amp;nbsp;minha voz&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;E eu vou esquecer parte do que é atroz&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;Não sei quando começa a vida&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;Nem a exata hora da partida&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;Ilusão achar que homem a natureza acolhe&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;Porque raio lugar de cair não escolhe&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;Se em pedra ou em planta&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;Se em&amp;nbsp;gente ou em anta&lt;br /&gt;Pobre diabo humano, não é seu o mundo&lt;br /&gt;Tem coisa muito maior por aí, ser imundo&lt;br /&gt;Mas saber que a vida existe é bom&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;Ajuda a encontrar do mistério o tom&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;Tem hora que dá cansaço&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;Vontade de estancar o passo&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;Mas não posso mais&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;Porque vem gente atrás&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;A arte é mesmo o&amp;nbsp;que salva&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;Ajuda a alma a ficar alva&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;Queria esta rima continuar&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;Até esse aperto sarar&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;Por isso a trova está sem fim&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;Onde está a lógica de tudo enfim?&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;Queria esta rima continuar&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;Até esse aperto passar...&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29478913-2815581915895211072?l=brancaspautas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://brancaspautas.blogspot.com/feeds/2815581915895211072/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29478913&amp;postID=2815581915895211072' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29478913/posts/default/2815581915895211072'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29478913/posts/default/2815581915895211072'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://brancaspautas.blogspot.com/2012/01/enfim-enfim.html' title='Enfim, enfim'/><author><name>Joiza</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01081967243556577311</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_94fy1v5jhvg/SdJZ1XRAV3I/AAAAAAAAAAM/2H0vnj71QCE/S220/mqnanova+236.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29478913.post-4526324249323980341</id><published>2011-12-25T18:02:00.007-02:00</published><updated>2012-01-26T12:27:26.141-02:00</updated><title type='text'>Boas Vindas</title><content type='html'>&lt;br /&gt;Sei lá de onde vim&lt;br /&gt;E se tu queres mesmo chegar&lt;br /&gt;Às vezes eu não queria&amp;nbsp;estar neste mundo&lt;br /&gt;Já vou logo me desculpando&lt;br /&gt;É que já existia gente cruel antes de a gente aparecer&lt;br /&gt;Mas talvez gostes de algumas coisas&lt;br /&gt;De cachoeira, de mar e de chuva&lt;br /&gt;Música, cinema, palhaço e arte&lt;br /&gt;Nem tudo é assim tão bom, nem assim tão ruim&lt;br /&gt;E ainda tem o mistério, não saber se há começo&lt;br /&gt;Ou se tudo que há é uma coisa só &lt;br /&gt;A vida não é fácil, mas tem horizonte e arco-íris&lt;br /&gt;Seja bem-vindo, ser humano! &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29478913-4526324249323980341?l=brancaspautas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://brancaspautas.blogspot.com/feeds/4526324249323980341/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29478913&amp;postID=4526324249323980341' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29478913/posts/default/4526324249323980341'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29478913/posts/default/4526324249323980341'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://brancaspautas.blogspot.com/2011/12/ser.html' title='Boas Vindas'/><author><name>Joiza</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01081967243556577311</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_94fy1v5jhvg/SdJZ1XRAV3I/AAAAAAAAAAM/2H0vnj71QCE/S220/mqnanova+236.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29478913.post-8158202364585135235</id><published>2011-10-19T16:47:00.001-02:00</published><updated>2011-10-19T16:49:23.868-02:00</updated><title type='text'>O Tumulozinho e a Energia Elétrica  lá de Casa</title><content type='html'>&lt;br /&gt;&lt;div align="justify" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;Tem história que vale à pena ouvir. A da Jandira nem é tão interessante assim, mas essa que se segue, a do derradeiro dia em que seu Francisco visitou o cemitério das crianças, ah essa é de dar dó. A criança morreu de forma trágica, no meio da sala, em meio aos irmãozinhos, engasgada com uma pecinha de brinquedo. Foi ficando azul, sem ar, o pai desesperado virando o corpo de cabeça para baixo para ver se o objeto desobstruía as vias respiratórios do moleque de sete anos. Mas não deu jeito, a criança, já roxa, acabou sucumbindo. Isso foi lá pelas bandas do interior de Itapecuru, no Maranhão, estado conhecido por alguns brasileiros como Sarneyquistão. Faz quarenta anos já, de tão rápido que o tempo passa e a gente nem vê, fica vacilando, pensando em um amor torto ou em alguma intriga fabricada numa praça qualquer de Igreja de cidade de interior. Seu Francisco pegou o pequeno cadáver e entregou à mãe do menino, D. Antonieta, que lhe deu o último banho, vestiu roupa de passeio, surrada por seguidos domingos. Os dois, inconsoláveis, acomodaram-no na rede, que foi amarrada num pau e carregada por dois dos irmãos mais velhos. Rezando, chorando, cantando e andando, conduziram o corpo até o cemitério das crianças, na beira da estrada. Foi construído um túmulo com peculiar capricho e todo domingo, por dez anos, ia alguém da família limpá-lo e renovar as preces. Até que a companhia de distribuição de energia elétrica inventou de passar umas redes, derrubou o cemitério, destruiu os túmulos, revirou a terra, os ossinhos das alminhas inocentes. No derradeiro dia da demolição, seu Francisco foi assistir, inconsolável por não poder mais, aos domingos, visitar o que restou do filho. Enquanto iam caindo as paredes, o homem se lembrava dos olhos esbugalhados do garoto quando avistava um certo espírito da floresta, em incursões pelo mato. E também do sorriso branco, farto, curioso. Todo ser humano tem um quê de especial, ainda mais se for criança e mais ainda se for lembrado pelo pai. As redes estão lá até hoje e acho que é por isso que lá em casa tem televisão, ventilador, geladeira e home theater.&amp;nbsp;A energia elétrica do meu lar é bastante útil, mas era mesmo preciso revirar o tumulozinho? &lt;/div&gt;&lt;div align="justify" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29478913-8158202364585135235?l=brancaspautas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://brancaspautas.blogspot.com/feeds/8158202364585135235/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29478913&amp;postID=8158202364585135235' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29478913/posts/default/8158202364585135235'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29478913/posts/default/8158202364585135235'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://brancaspautas.blogspot.com/2011/10/o-tumulozinho-e-energia-eletrica-la-de.html' title='O Tumulozinho e a Energia Elétrica  lá de Casa'/><author><name>Joiza</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01081967243556577311</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_94fy1v5jhvg/SdJZ1XRAV3I/AAAAAAAAAAM/2H0vnj71QCE/S220/mqnanova+236.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29478913.post-8388235230741131615</id><published>2011-10-13T16:28:00.000-03:00</published><updated>2011-10-13T16:29:01.487-03:00</updated><title type='text'>A Mulher Resignada na Sala de Espera</title><content type='html'>&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="pt" style="font-size: 14pt; line-height: 115%;"&gt;&lt;span style="font-family: Calibri;"&gt;Sentou-se, íntimo,&amp;nbsp;ao lado da velha senhora e do neto. Encaixou o joelho embaixo do pé esticado da mulher sobre o sofá verde-brega. É um homem claro, desdentado, de cabeça branca, com um olho de vidro, dois ou três dentes visíveis, espaçados ao lado dos não-dentes. A mulher é morena, de cabelos negros muito compridos e amarrados em trança, trajava um conjunto lilás de saia e blusa, usava óculos. Crente. Jandira estava sentada no móvel da frente, vendo a cena como se fosse foto de uma família feliz. Pensou que poderia encontrar logo seu príncipe para envelhecer com ele e um dia recostar o pé no joelho do seu velho. Se depois de ver a cena Jandira tivesse ido embora, estaria até agora divagando sobre a sorte daquele velho casal em se juntar. Acontece que ela passou tempo o bastante perto deles para perceber que são humanos: a tarde inteira na sala de espera de uma oficina, aguardando o mecânico realizar um assalto – dizem que as mulheres são enganadas nesses lugares. Ficou sabendo que o neto tem três anos e percebeu que fala tudo irritantemente errado: “save” ao invés de “chave”, “cao” ao invés de “carro”. Por que diabos não ensinam a criança a falar direito? Soube que a mãe do menino fora embora para o Pará e sobrou para a ex-sogra criá-lo como seu filho, com muito zelo. E que o homem desdentado mora em Belém e a morena senhora em São Luís. Conheceu até um parente deles, que apareceu na sala de espera da oficina com a segunda esposa, dando notícias dos seus quatro filhos, cada qual com uma mulher diferente. No cômodo, o pestinha arrastou móveis, amassou revistas, rasgou cartazes e, depois de muito saracotear, pegou no sono, após ouvir da avó: “mamãe te ama”. &amp;nbsp;A mulher cochilou no horroroso sofá, ao lado do menininho. Lá pelo meio da tarde, já acordada, ligou do celular para alguém: “Minha filha, o seu pai me fez vir até a oficina dizendo que ia apenas mandar alinhar&amp;nbsp; a direção do carro, estou aqui desde cedo sem almoçar e ainda tive que passar duzentos e sessenta reais no meu cartão, para o conserto. Ele almoçou cedo, já tinha tudo maquinado. Agora desinteirei o dinheiro para comprar minhas coisinhas na rua de Santana. Cinco anos separados e ele continua me pregando as mesmas armadilhas”. Jandira ficou surpresa com a implosão da linda história de amor que até ali&amp;nbsp;havia inventado que testemunhou. Concluiu que as mulheres são mesmo enganadas nas oficinas. Olhou para o semblante resignado da velha senhora e ficou pensando quantas partes da sua vida&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span lang="pt" style="font-size: 14pt; line-height: 115%;"&gt;&lt;span style="font-family: Calibri;"&gt;havia dado àquele homem que parecia um dia ter sido bonito e se ele já ficara sem almoçar por ela. Perguntou-se o que aquela vivida mulher tanto fazia ali, com fome, contrariada, abrindo mão das compras na rua de Santana, se até o dinheiro era dela!&amp;nbsp; Talvez tenha valido à pena, em troca dos&amp;nbsp;poucos minutos em que teve seu pé&amp;nbsp;recostado no joelho do velho.&amp;nbsp; Ou nada disso, não passe de uma jararaca e ficar um diazinho sem merendar seja pouco diante das intrigas que já aprontara. Já no fim da tarde, ralhou com o homem: “por que você não me avisou que demoraria tanto, teria ido resolver minhas coisas, você não tem responsabilidades, não tem compromissos”. E ele rindo, gaiato, respondeu que fora o mecânico quem mentira sobre o tempo do conserto. Jandira achou cômico um homem velho e desdentado sendo chamado de irresponsável. E uma mulher, também velha, insistindo em uma relação cristalizada. Algum momento bom deve ter havido entre os dois! Jandira foi embora primeiro. Pagou o assalto e se retirou, desconfiada dos mecânicos e das cenas perfeitas. A essa altura já estava íntima do pestinha, que lhe jogou tchauzinhos e beijinhos de despedida. A mulher, provavelmente, rezou muito naquela noite, pedindo que Deus lhe desse calma e que transformasse aquele homem mandrião. Fizera ela da sua vida uma sala de espera? Tivera ele um dia amado-a? E ela merecido?&amp;nbsp; Não há mesmo como saber, caro leitor. Mas o amor, esse aí há de existir!&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29478913-8388235230741131615?l=brancaspautas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://brancaspautas.blogspot.com/feeds/8388235230741131615/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29478913&amp;postID=8388235230741131615' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29478913/posts/default/8388235230741131615'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29478913/posts/default/8388235230741131615'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://brancaspautas.blogspot.com/2010/10/mulher-resignada-na-sala-de-espera.html' title='A Mulher Resignada na Sala de Espera'/><author><name>Joiza</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01081967243556577311</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_94fy1v5jhvg/SdJZ1XRAV3I/AAAAAAAAAAM/2H0vnj71QCE/S220/mqnanova+236.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29478913.post-6740193049573220665</id><published>2011-07-28T18:37:00.004-03:00</published><updated>2011-09-20T15:35:16.552-03:00</updated><title type='text'>Irmãzinha Capoeira</title><content type='html'>&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;Tem tristeza que vem de lugar nenhum, mas dura, dura... &lt;/div&gt;&lt;div align="justify" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;Cansa às vezes cavar dentro de mim bravura&lt;/div&gt;&lt;div align="justify" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;Rezaria se pudesse, se fé de verdade tivesse&lt;/div&gt;&lt;div align="justify" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;Daí me lembro da minha amiga redonda&lt;/div&gt;&lt;div align="justify" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;Que fala por meio de um fio, uma ou outra onda&lt;/div&gt;&lt;div align="justify" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;Quem me apresentou foi um cabra desparafusado&lt;/div&gt;&lt;div align="justify" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;Com tique nos beiços e agilmente atrapalhado&lt;/div&gt;&lt;div align="justify" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;Ele disse que a mim faltava a malícia da rua&lt;/div&gt;&lt;div align="justify" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;Que minha esperteza era muito crua&lt;/div&gt;&lt;div align="justify" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;Apresentou-me então a dita&lt;/div&gt;&lt;div align="justify" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;E ensinou-me a fazer fita&lt;/div&gt;&lt;div align="justify" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;A tal ajuda-me a ter um certo centro&lt;/div&gt;&lt;div align="justify" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;A observar do mundo o que tem dentro&lt;/div&gt;&lt;div align="justify" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;A ver a vida com leveza&lt;/div&gt;&lt;div align="justify" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;Dá um majestoso chute em minha tristeza&lt;/div&gt;&lt;div align="justify" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;Faz dela grande nuvem de poeira&lt;/div&gt;&lt;div align="justify" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;Iê minha irmãzinha, viva à capoeira!&lt;/div&gt;&lt;div align="justify" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29478913-6740193049573220665?l=brancaspautas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://brancaspautas.blogspot.com/feeds/6740193049573220665/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29478913&amp;postID=6740193049573220665' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29478913/posts/default/6740193049573220665'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29478913/posts/default/6740193049573220665'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://brancaspautas.blogspot.com/2011/07/irmazinha.html' title='Irmãzinha Capoeira'/><author><name>Joiza</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01081967243556577311</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' 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É bom ver do alto, pelo&amp;nbsp;envidraçado da sala confortável, mas melhor mesmo é viver. Agradável melancolia me faz pensar o quanto a vida alheia – de pássaros e de gente - é mais interessante que a minha. No entanto, não me trocaria por nada nesse mundo. Mudaria apenas de lugar...talvez.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify" class="western" style="font-weight: normal; line-height: 150%; margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29478913-5850021389648584272?l=brancaspautas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://brancaspautas.blogspot.com/feeds/5850021389648584272/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29478913&amp;postID=5850021389648584272' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29478913/posts/default/5850021389648584272'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29478913/posts/default/5850021389648584272'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://brancaspautas.blogspot.com/2011/06/detraves.html' title='Detravés'/><author><name>Joiza</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01081967243556577311</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_94fy1v5jhvg/SdJZ1XRAV3I/AAAAAAAAAAM/2H0vnj71QCE/S220/mqnanova+236.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29478913.post-2528212497361498704</id><published>2011-01-10T01:13:00.006-03:00</published><updated>2011-04-29T10:14:11.727-03:00</updated><title type='text'>O Próximo Passo</title><content type='html'>&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Calibri; font-size: large;"&gt;Disseram-lhe que não sabia o que queria. Concordou plenamente, com uma certa sensação de impotência – porque gostaria mesmo de saber,&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;ter aquele olhar firme dos chefes de estado. Mas não sabia. Pensou pelo menos ter a certeza daquilo que não queria. Mas hoje em dia, nem isso mais. Tudo parece ser válido, até lamber cactos, com fizera um amigo uma vez. Tem gente que perde o senso a tentar encontrar a grande missão da vida, a mola propulsora do existir. Ela, pelo menos disso já desistiu, tendo se poupado de algum tipo de surto psicótico. Dia desses, lá pelo mar das Alagoas, surpreendeu um peixe&amp;nbsp;saindo de sua toca, que a&amp;nbsp;encarou assim que a avistou. Ele parecia não precisar fazer nenhuma escolha, afinal era rosa e azul e morava num dos lugares mais divinos em que ela estivera – no fundo do mar. Enquanto esteva ali, ficou feliz por não sentir necessidade de dar satisfações ao animal. Pateticamente sábia, concluiu que o peixe só precisava ser o peixe e ela só precisava ser humana. &lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;Sobre o arranjo das algas em volta, ficou pensando que&amp;nbsp;o paisagista era deveras bom. Assim como aquele que jardinou as flores do mato de cima da pedra com formato de elefante, no estado do Rio de Janeiro. Deve ser o mesmo que também é arquiteto, aquele da música de capoeira: “ iê viva meu Deus, camará, grande arquiteto, camará”. &lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;As escolhas dela são assim como seus textos, sem começo, sem meio, sem lógica. Vai tudo acontecendo desordenadamente e às vezes algo dá certo. Confessa ter certa inveja daqueles que seguem um rumo escolhido, definido e constante. Mas não é infeliz não. Os peixes coloridos, a capoeira, os amigos lambedores de cactos, os mestres malucos, os grandes e pequenos amores lhe dão boas lições. De vez em quando chora, do jeito que todo mundo faz. Apesar de duvidar, sabe que sua vida está bem guardada pelo arquiteto, pelo jardineiro e pelo paisagista. O próximo passo? Fazer as malas, voltar para casa, mandar consertar a caixa d’água e levar o carro para a revisão.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29478913-2528212497361498704?l=brancaspautas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://brancaspautas.blogspot.com/feeds/2528212497361498704/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29478913&amp;postID=2528212497361498704' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29478913/posts/default/2528212497361498704'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29478913/posts/default/2528212497361498704'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://brancaspautas.blogspot.com/2011/01/o-proximo-passo.html' title='O Próximo Passo'/><author><name>Joiza</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01081967243556577311</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_94fy1v5jhvg/SdJZ1XRAV3I/AAAAAAAAAAM/2H0vnj71QCE/S220/mqnanova+236.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29478913.post-3045725783278200852</id><published>2010-12-03T17:27:00.002-03:00</published><updated>2011-04-29T10:36:59.645-03:00</updated><title type='text'>Inconstância (para M.V.)</title><content type='html'>&lt;br /&gt;&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Tem hora que está tudo cinza&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Na outra, tudo brilha&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Hoje o pôr-do-sol nos basta&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Amanhã nem reza braba&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Na corda bamba da inconstância&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Vamos nos equilibrando&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Tudo muda mesmo&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Apesar desses dias tão iguais&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Admitamos, cara amiga&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Ninguém é tão forte o quanto quer&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Tão fraco o quanto parece&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Ou realmente necessário&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;E vamos seguindo &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Até chegar o contraponto&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29478913-3045725783278200852?l=brancaspautas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://brancaspautas.blogspot.com/feeds/3045725783278200852/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29478913&amp;postID=3045725783278200852' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29478913/posts/default/3045725783278200852'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29478913/posts/default/3045725783278200852'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://brancaspautas.blogspot.com/2010/12/inconstancia-para-mv.html' title='Inconstância (para M.V.)'/><author><name>Joiza</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01081967243556577311</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_94fy1v5jhvg/SdJZ1XRAV3I/AAAAAAAAAAM/2H0vnj71QCE/S220/mqnanova+236.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29478913.post-3823796811813414915</id><published>2010-11-29T21:36:00.002-03:00</published><updated>2011-04-29T10:29:49.442-03:00</updated><title type='text'>A Palavra</title><content type='html'>&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;A palavra que eu escrevo tu lês errado&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;A arrogância te cega como a mim também&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Nem sempre tens razão, embora use óculos&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Minha frustração tem como efeito colateral a inveja de ti&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;E não culpo por isso nem tu nem quem tem o dom da palavra&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Porque a melancolia foi parteira do meu nascimento&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;E para mim não é fácil ver trégua na realidade&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Não sou vítima, mas confesso que não tenho muita força&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Tampouco sou heroína salvadora de algum amigo triste&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Apenas invejo um pedaço da humanidade&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;E me acomodo na outra parte&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29478913-3823796811813414915?l=brancaspautas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://brancaspautas.blogspot.com/feeds/3823796811813414915/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29478913&amp;postID=3823796811813414915' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29478913/posts/default/3823796811813414915'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29478913/posts/default/3823796811813414915'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://brancaspautas.blogspot.com/2010/11/palavra.html' title='A Palavra'/><author><name>Joiza</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01081967243556577311</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_94fy1v5jhvg/SdJZ1XRAV3I/AAAAAAAAAAM/2H0vnj71QCE/S220/mqnanova+236.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29478913.post-7063433222445259398</id><published>2010-11-04T02:27:00.004-03:00</published><updated>2011-04-29T10:16:11.418-03:00</updated><title type='text'>Você e Eu</title><content type='html'>&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt; mso-layout-grid-align: none; mso-pagination: none; text-align: justify; text-justify: inter-ideograph;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt; mso-layout-grid-align: none; mso-pagination: none; text-align: justify; text-justify: inter-ideograph;"&gt;&lt;span lang="pt" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: large; mso-ansi-language: #0016; mso-ascii-font-family: Calibri; mso-bidi-font-family: Calibri; mso-hansi-font-family: Calibri;"&gt;Você é quem pensa que é? Consegue ser quem gostaria de ser? Seu ser se apresenta a mim como se apresenta a você? Eu, quanto a mim, não sei. Insisto em ser. Existo para aqueles que estão ligados a mim por algum dos sentidos. Se saio dos seus campos de visão, audição, olfato, tato ou paladar, deixo de existir ali e passo a ser em outro lugar &lt;span lang="pt" style="line-height: 115%; mso-ansi-language: #0016; mso-bidi-language: AR-SA; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT-BR; mso-fareast-theme-font: minor-fareast;"&gt;. Talvez permaneça em alguma memória até que alguém me substitua. &lt;/span&gt;Quando estou só, existo para mim e morro quando adormeço. Já fiz as pazes com meu ego, mal necessário neste plano. Consigo perceber bondade, vaidade e arrogância neste ser. Não quero mais me importar com euforias, ficar em paz já basta. Em paz com os olhos bem abertos e os pés enterrados na realidade, seja lá o que ela signifique. Sentada de olhos fechados em posição de lótus só se fosse durante trinta minutos no raiar de todas as manhãs. Penoso ficar em paz com tanta coisa estranha acontecendo no mundo o tempo todo: guerra aqui e acolá, concentração de renda, machismo, homofobia, feminismo, intolerâncias. Além - ou aquém - disso, estamos todos, humanos e abelhas operárias, residindo em poeira cósmica que gira ao redor de uma estrela quente. Se cada um é uma pequena parte dessa poeira que por si só é apenas um grão, qual é mesmo a importância de ser? De escolher um caminho ou um cacoete? A guerra ou a paz? Vai ver ninguém escolhe nada, apenas segue. Eu, daqui da minha majestosa poeirice, acabo de descobrir que não sou quem gostaria de ser. Mas sou exatamente quem penso que sou. Em casa, tenho espelhos e lâmpadas coloridas que me dizem todo dia na hora do almoço a verdade que só eu sei. Sou igual a todo mundo, embora minha parvice me faça sentir especial. Tão igual aos da minha espécie quanto uma abelha operária é igual a outra abelha operária. Desculpe-me você, mas somos iguais, apesar das diferenças. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt; mso-layout-grid-align: none; mso-pagination: none;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29478913-7063433222445259398?l=brancaspautas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://brancaspautas.blogspot.com/feeds/7063433222445259398/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29478913&amp;postID=7063433222445259398' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29478913/posts/default/7063433222445259398'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29478913/posts/default/7063433222445259398'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://brancaspautas.blogspot.com/2010/11/voce-e-eu.html' title='Você e Eu'/><author><name>Joiza</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01081967243556577311</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_94fy1v5jhvg/SdJZ1XRAV3I/AAAAAAAAAAM/2H0vnj71QCE/S220/mqnanova+236.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29478913.post-5892190356352938577</id><published>2010-10-18T01:17:00.004-03:00</published><updated>2011-04-29T10:38:29.946-03:00</updated><title type='text'>Conclusão</title><content type='html'>&lt;span lang=""&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Hoje cheguei à estonteante conclusão&lt;br /&gt;Foi o que disse a minha razão&lt;br /&gt;Todo mundo faz cagadas&lt;br /&gt;Literais e metafóricas&lt;br /&gt;Ações malamanhadas&lt;br /&gt;Atitudes catastróficas&lt;br /&gt;Uma escolha errada aqui&lt;br /&gt;vai dar numa trombada ali&lt;br /&gt;Mas tem hora que dá tudo certo&lt;br /&gt;Do impossível chega-se perto&lt;br /&gt;Pouco há de sentido nessa vida&lt;br /&gt;O bom mesmo é dar a partida&lt;br /&gt;Construir uma forma de ser&lt;br /&gt;E no que vai dar pagar para ver&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29478913-5892190356352938577?l=brancaspautas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://brancaspautas.blogspot.com/feeds/5892190356352938577/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29478913&amp;postID=5892190356352938577' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29478913/posts/default/5892190356352938577'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29478913/posts/default/5892190356352938577'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://brancaspautas.blogspot.com/2010/10/conclusao.html' title='Conclusão'/><author><name>Joiza</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01081967243556577311</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_94fy1v5jhvg/SdJZ1XRAV3I/AAAAAAAAAAM/2H0vnj71QCE/S220/mqnanova+236.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29478913.post-2686016531827706366</id><published>2010-10-13T20:06:00.005-03:00</published><updated>2011-04-29T10:30:25.998-03:00</updated><title type='text'>Asneiras de uma Internauta</title><content type='html'>&lt;br /&gt;&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Esses blogs são tão chatos&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Desprovidos de qualquer graça&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Uns pensamentozinhos baratos&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;De conversa de banco de praça&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Depósito de frustrações&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;De prolixas elucubrações&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;De gente de si falando&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;E ninguém ouvindo&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Melhor seria sair andando&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Esquecer esses links zunindo&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;E eu aqui postando&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Navegando nesse tédio&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Que de solidão não é remédio&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Minhas monotonias&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Mentais avarias&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Melhor navegar no mar&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Que tem onda para derrubar&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Marola para acalmar&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Horizonte para mirar&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;E você lendo essas asneiras&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Deveria estar plantantado bananeiras!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29478913-2686016531827706366?l=brancaspautas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://brancaspautas.blogspot.com/feeds/2686016531827706366/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29478913&amp;postID=2686016531827706366' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29478913/posts/default/2686016531827706366'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29478913/posts/default/2686016531827706366'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://brancaspautas.blogspot.com/2010/10/asneiras-de-uma-internauta.html' title='Asneiras de uma Internauta'/><author><name>Joiza</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01081967243556577311</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_94fy1v5jhvg/SdJZ1XRAV3I/AAAAAAAAAAM/2H0vnj71QCE/S220/mqnanova+236.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29478913.post-8654286769958194860</id><published>2010-10-01T01:00:00.007-03:00</published><updated>2011-04-29T10:31:43.025-03:00</updated><title type='text'>Prioridade</title><content type='html'>&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;No devido tempo, cada qual com sua prioridade:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Cursar faculdade, conhecer uma cidade,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Cuidar de uma amizade.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Ganhar dinheiro, melhorar de vida,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Visitar a mãe querida.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Trabalhar todo dia, cultuar a Santa Maria.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Ser vagabundo, rodar o mundo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Apagar melancolia,&amp;nbsp;emergir de poço fundo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Atravessar a ponte, subir o belo monte,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Descobrir&amp;nbsp;onde&amp;nbsp;está&amp;nbsp;da paz a fonte.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Reparar injustiças, rejeitar cobiças.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Fazer política, cuidar de gente raquítica.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Seguir a vida do melhor jeito,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Das causas procurar o bom&amp;nbsp;efeito.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Degustar presenças, eliminar desavenças.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Até caminhar solitário com cara de otário!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Procurar nos encontros a sincronia,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Da natureza ouvir a sinfonia.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Seguir em frente, tomar um banho quente&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;E&amp;nbsp;boa&amp;nbsp;companhia&amp;nbsp;mais&amp;nbsp;tarde encontrar de repente!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29478913-8654286769958194860?l=brancaspautas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://brancaspautas.blogspot.com/feeds/8654286769958194860/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29478913&amp;postID=8654286769958194860' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29478913/posts/default/8654286769958194860'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29478913/posts/default/8654286769958194860'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://brancaspautas.blogspot.com/2010/10/prioridade.html' title='Prioridade'/><author><name>Joiza</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01081967243556577311</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_94fy1v5jhvg/SdJZ1XRAV3I/AAAAAAAAAAM/2H0vnj71QCE/S220/mqnanova+236.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29478913.post-5733933151197289214</id><published>2010-09-29T19:32:00.009-03:00</published><updated>2011-10-04T14:00:34.756-03:00</updated><title type='text'>Saudades</title><content type='html'>&lt;br /&gt;&lt;div align="justify" class="western" style="line-height: 150%; margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify" class="western" style="line-height: 150%; margin-bottom: 0cm;"&gt;“Beijo. Já estou com saudades”. Foi o que disse o menininho de dois anos e meio ao se despedir da criança vizinha, quem vê todo santo dia. Trinta meses de existência e já fala de saudades! Tenha calma, criança, que elas vão acompanhá-la! A vida, desde o começo, é coleção delas. As pessoas vêm, vão, às vezes voltam, outras nunca mais. Mas as danadas não arredam. Do amor antigo, do novo, do cachorro atropelado, do cheiro de uma cidade. Existem aquelas que não passam nunca: os anos correm, as pessoas se apartam, o tempo não as deixa mais se juntarem, mas as ditas cujas estão lá, imponentes. Ainda há outras, incompreensíveis, de sentir por alguém que se conheceu ontem e de quem a respeito muito pouco se sabe. Até de dor, caro leitor. De migalhas que pareceram essenciais à respiração. Solidão. De um beijo na bochecha quando menos se espera. Inusitadas, de um arroz pregado! De um olhar de mistério, de boa música, de estrada sem curvas e sem caminhões. De quem morreu num acidente estúpido. De umas boas horas de sexo com alguém que não se tornou cônjuge. Da companhia quase perfeita que sem mais nem menos se afastou sem dizer até logo. De dormir abraçado, ver filme juntinho, de cafuné. Do século XVIII ou de quando Cristo nem existia. Da pureza de espírito, das notas de uma flauta de bambu. Daquele beijo em agosto de 2006 – que nem foi assim tão bom! De casa, seja lá onde ela for. De uma terra distante, com gente, açudes e palmeirais e que hoje é só capim, gado e cerca. De Deus, quando ele não era dúvida. E para matar saudade, como é que faz? Jeito não há, ela vai apertando o peito até os olhos marearem. Mas é coisa boa de sentir, menininho, dá um coceirinha na alma! E essa sua, de quem você vê todo dia, é talvez a mais rara e verdadeira. Prepare-se que ainda vem muita natureza de saudade por aí!&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29478913-5733933151197289214?l=brancaspautas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://brancaspautas.blogspot.com/feeds/5733933151197289214/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29478913&amp;postID=5733933151197289214' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29478913/posts/default/5733933151197289214'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29478913/posts/default/5733933151197289214'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://brancaspautas.blogspot.com/2010/09/saudades.html' title='Saudades'/><author><name>Joiza</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01081967243556577311</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_94fy1v5jhvg/SdJZ1XRAV3I/AAAAAAAAAAM/2H0vnj71QCE/S220/mqnanova+236.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29478913.post-7150480734653547826</id><published>2010-09-20T00:56:00.004-03:00</published><updated>2011-10-05T18:08:58.978-03:00</updated><title type='text'>O Silêncio do Domingo</title><content type='html'>...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29478913-7150480734653547826?l=brancaspautas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://brancaspautas.blogspot.com/feeds/7150480734653547826/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29478913&amp;postID=7150480734653547826' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29478913/posts/default/7150480734653547826'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29478913/posts/default/7150480734653547826'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://brancaspautas.blogspot.com/2010/09/o-silencio-do-domingo.html' title='O Silêncio do Domingo'/><author><name>Joiza</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01081967243556577311</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_94fy1v5jhvg/SdJZ1XRAV3I/AAAAAAAAAAM/2H0vnj71QCE/S220/mqnanova+236.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29478913.post-8615262248974342130</id><published>2010-04-26T15:23:00.005-03:00</published><updated>2011-10-13T16:35:36.745-03:00</updated><title type='text'>Vento</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;O ambulante vendeu-me um guarda-chuva de sete talas, reforçadíssimo. Chovia forte na Rua Grande e a única parte do meu corpo que não molhava era o topo da cabeça. Nem as pontas dos meus cabelos compridos e com um corte meio brega se safavam das gotas intrujonas. A rua de paralelepípedos ficou vazia, as pessoas correram esconder-se sob os toldos das lojas. O vendedor que, ora anunciava ao microfone, ora batia palmas, fazia brincadeiras com os traseuntes encharcados. Eu, andante teimosa, continuava a caminhar. Ia bem pelo meio da rua, e quando a chuva estava forte, era apenas eu, mas, quando enfraquecia, em meu horizonte aparecia um mar colorido de sombrinhas. Eu não estava ali, embora às vezes prestasse atenção em casais abraçados sob o mesmo guarda-chuva e me sentisse um pouco desanimada por estar há anos sozinha embaixo do meu, esperando um príncipe adormecido de botas sujas que nunca acordava. Em minha cabeça, passeavam pensamentos intrusos, agustiantes. Espécie de mágoa que não me abandonava, gerada em um passado recente. Lembrava cada detalhe, o cenário, o tempo, a posição do sol, a roupa que os atores e figurantes vestiam. A chuva lavava meus pés, pernas, costas, mas a cabeça permanecia suja, caçando um meio de reconciliar-se com o passado, que já não dava mais lugar ao presente e ao futuro. Certa hora, o vento passou a vir em direção oposta à minha e tive que concluir que é preciso enfrentar pensamentos desconfortantes. Há que se encarar o vento que vem em nossa direção. Porque certas vivências são mesmo vento: parecem irreais por não serem palpáveis, mas podem ser deveras sentidas.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;Veja, caro leitor, o caso da quarentona vil, porém com certa inteligência que, por causa da sua covardia e timidez, não conseguira manifestar-se em uma reunião cotidiana de trabalho, embora carregasse a certeza de seu pensamento. Após ser esmagada pela arrogância dos seus interolocutores, voltou para casa casmurra, com a cabeça latejando e uma vontade estúpida de fumar. Não enfrentou o vento, deixou-se levar como uma pena de galinha. O que sobrou foi mágoa e amargura. Olhar pesado, fadiga igual à causada pela escalada de uma escada de cento e vinte e três degraus. Chegou em casa, lá estava o amigo mandrião do marido, com o corpo grande e espaçoso sentado em sua poltrona preferida, atrapalhando-lhe o pensamento com voz prepotente e idéias enervantes, de tão vazias. No fogão, feijão e arroz do almoço e, na pia, uma pilha de louça para lavar. No quintal, cocô e xixi do cachorro. O bicho olhava para ela, abanava o rabo e parecia pedir-lhe perdão pelo mau cheiro de seus excrementos. Para não ouvir as baboseiras do indolente, pôs- se a lavar os pratos e pensou que seria até terapêutico o contato com a água. Finalmente a visita indesejada foi embora, ela tomou seu banho, vestiu a camisola e recolheu-se. O marido continuou na sala, assistindo filmes sem sentido e com o volume levemente alto. Sexo eles não praticavam fazia algum tempo, e ela já desistira de tentar há anos. Era bonita, embora com alguns pés de galinha e celulite, mas, por algum motivo, não era desejada pelo marido. Nem fazia mais questão, há tempos não precisava mais curar doenças venéreas. No colégio, foi eleita a mais bela da turma e, na faculdade, os professores babavam seu dom intelectual. Mas sempre teve um defeito: tudo deixava passar. Se lhe contrariassem, ia para casa calada, se o marido lhe magoasse, sempre perdoava. Achava que qualquer tipo de enfrentamento não tinha razão de ser, que tudo era possível de ser superado. Foi encolhendo. Cada vez mais corcunda, não via mais sentido em conquistas pessoais. Não guardava em si variedade de sentimentos, apenas mágoa e amargura. Mágoa de cada situação em que não conseguira se impor, amargura por ter se comportado na vida como uma pena a ser levada por qualquer ventinho mixuruca. Amor e raiva, só pelo cão do seu quintal: amor pela sua fidelidade e raiva da sujeira que ele fazia. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Eu, tão real quanto ela, enquanto andava na chuva, pensava se corria o risco de ter vida parecida. Sim. O tempo não é perene e o mundo não está pronto, ninguém tem seu lugar à sombra, reservado. Melhor enfrentar certas mágoas e situações e, assim, abrandar possibilidades de vidas mornas como a dessa triste personagem. Desenvolver criatividade para se portar diante de certas situações do cotidiano, lidar com gente. A firmeza pessoal é mesmo uma busca eterna. Melhor tentar entender-se com certos ventos. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29478913-8615262248974342130?l=brancaspautas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://brancaspautas.blogspot.com/feeds/8615262248974342130/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29478913&amp;postID=8615262248974342130' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29478913/posts/default/8615262248974342130'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29478913/posts/default/8615262248974342130'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://brancaspautas.blogspot.com/2010/04/vento.html' title='Vento'/><author><name>Joiza</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01081967243556577311</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_94fy1v5jhvg/SdJZ1XRAV3I/AAAAAAAAAAM/2H0vnj71QCE/S220/mqnanova+236.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29478913.post-4196475535054576675</id><published>2010-03-22T19:03:00.016-03:00</published><updated>2011-04-29T10:32:37.538-03:00</updated><title type='text'>Relações</title><content type='html'>&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Ele não é meu marido, é meu namorado.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Namorido então! &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;E o seu irmão, como vai?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Ele não é meu irmão. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Namorado então? &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Não, não. Até gostaria, mas ele é meu amigo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Eu poderia jurar que vocês namoravam!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Vocês são irmãs? &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Não, somos namoradas.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Ela é sua namorada? &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Não, é minha amante, amiga da minha esposa.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Ela é sua mãe? Não, é minha namorada, me deu esse tênis. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Ele é seu pai? Não, é meu namorado, estou grávida de três meses. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Eu sou sua mãe, sua amiga, sua amante, as três ou nenhuma das opções? &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Ele é seu líder? &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Não, é meu mestre. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Eu poderia jurar que vocês namoravam! &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Você já disse isso duas vezes, essa é a terceira...&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29478913-4196475535054576675?l=brancaspautas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://brancaspautas.blogspot.com/feeds/4196475535054576675/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29478913&amp;postID=4196475535054576675' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29478913/posts/default/4196475535054576675'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29478913/posts/default/4196475535054576675'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://brancaspautas.blogspot.com/2010/03/relacoes.html' title='Relações'/><author><name>Joiza</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01081967243556577311</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_94fy1v5jhvg/SdJZ1XRAV3I/AAAAAAAAAAM/2H0vnj71QCE/S220/mqnanova+236.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29478913.post-2908011302836247083</id><published>2010-03-01T18:53:00.014-03:00</published><updated>2011-10-28T15:43:09.901-02:00</updated><title type='text'>Gaivota</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;Alcântara novamente. Parti da ilha até o continente no barco quase vazio, sentada na parte descoberta, sempre olhando o horizonte. Uma tristezazinha me acompanhava pois sabia que uma presença muito boa em meus dias em breve se ausentaria, já que eu não suportava mais o peso do amor incondicional (esse tipo de amor é reservado apenas às mães). O motor da lancha ia zunindo e eu olhando para cima. Cheguei a ver um único pássaro branco passando pelo céu limpo. Se eu fosse ele a me olhar sentada no barco, não veria pessoa diferente ou especial, veria mais um ser esquisito de óculos escuros sentado em um monstro barulhento e com cheiro de óleo. Mas o pássaro estava alheio, preocupado com coisa mais importante: voar. &lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;Desci do barco, comecei a subir a ladeira de mosaico centenário. Vieram-me algumas lembranças de um dia de aniversário, quando amor ou paixão não existiam, e sim apenas o estar ali. Estava indo trabalhar, reencontrar os pescadores que haviam perdido seu caminho. Mas não é hora de falar deles. Eles estão bem, aos trancos, barrancos e abismos lutando pelo seu caminho. Terminado enfim o trabalho, faltavam algumas horas para o barco da volta. Desci a ladeira que havia subido e, pensando sem prestar atenção no que pensava, cheguei à casa de uma senhora, antiga conhecida. Ela acolhera-me num dia em que, embriagada com conhaque de alcatrão, precisei de uma rede para curar a bebedeira e a dor de um olhar desdenhoso. Na porta, estava sentado um velho homem de cabelos e barba compridos e barriga protuberante. Usava um bermudão e um sapato que parecia ser de camurça ou algum sintético. Dirigi-me a ele e perguntei pela senhora, com um pouco de medo de ouvi-lo anunciar a sua morte, de tanto tempo que não a visitava. Sorridente, foi chamá-la. Ela é magrinha, mais de setenta anos, usava vestido branco de tecido fino que mostrava as formas de seu velho corpo e de sua calçola branca. “Lembra de mim?” - perguntei-lhe, feliz por vê-la viva. “Claro!” - exclamou ela, já dirigindo-se ao velho, para nos apresentar. “Este é o meu irmão”. Ele cumprimentou-me com um sorriso e um aperto de mão, perguntando-me o que eu fazia. “Trabalho como antropóloga”, respondi. “É mesmo? Sempre quis conhecer um antropólogo, mas vocês só estudam os homens depois do fogo, eu queria conhecer um que os estudassse antes. Você conhece algum?”. Eu respondi que não, lembrando que faz muito tempo que não estudo antropologia. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;Seu nome é o mesmo do meu irmão. Sempre gostei do nome do meu irmão, mais do que do meu. Pequeno, sonoro, musical, simples, bíblico. O meu é inventado, motivo de piadinhas sem graça. Mas o irmão da minha senhora amiga é conhecido por Gaivota. Convidou-me logo para sentar, e começou a falar seus apontamentos sobre o homem. Tudo o que ele pensa sobre esse tema foi elaborando por si próprio, com suas vivências, sem estudos acadêmicos. Tem uma tatuagem das armas da república no braço direito, foi marinheiro viajante de terras e de mares. Antigamente só quem tinha tatuagem era marinheiro e a pintura não era vista com preconceitos: todo marinheiro trabalhava, e como trabalhava. Para fazer a pintura, tomou uma antitetânica e foi furado com agulhas - ainda não havia o uso de máquinas de tatuagem. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;Aos quarenta anos, foi pescar um peixe em uma ponte em São Luís. Quando viu o sangue do bicho agonizante escorrendo por seu antebraço, perguntou-se o que estava fazendo com aquele ser. Pediu perdão e o devolveu ao mar. A partir daí, começou a desenvolver suas teorias de conduta, dentre elas parar de se alimentar de sofrimento. Lá pelos quarenta e sete, passou a viajar o Brasil por terra e hoje conhece todas as capitais. Nessas andanças, teve várias mulheres, mas quando aquela que o acompanhou por toda uma vida morreu, ele ficou tão jururu a ponto de desenvolver um câncer, que conseguiu curar por conta da alimentação saudável. Hoje quer viver do crugivolismo, sair da era do fogo, porque para ele não é da natureza do homem comer alimentos cozidos. Mas ainda utiliza o fogão, é difícil sair do erro a que foi induzido pelo modo de viver da maioria dos homens. Por ele, viveria em uma casa com chão de terra e sem fogão, mas sua irmã gosta de piso de cerâmica, de carne cozida e de cigarros. Se pudesse, iria embora morar na natureza, “mas o amor me prende”. Sentiria saudades dos irmãos, dos vizinhos. Não cria nenhuma bicho em cativeiro, nem cachorro, nem gato, nem passarinho. Falando em cachorro, a velha senhora lembrou de Rafael, um sarnento que ela vivia enxotando de dentro de casa, mas que causou imenso vazio quando morreu. “Que saudades de Rafael”, suspirou ela olhando para cima, lembrando do cão amigo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas Gaivota já vendeu artesanato,&amp;nbsp;até teve em seu mostruário um fêmur humano doado por um coveiro conhecido. O dinheiro que tem, manda maior parte para os filhos e netos que estão no Rio de Janeiro. Gaivota é maluco. Um tipo de maluquice que não tem nada a ver com entorpecentes, mendicância, roupas e cabelos sujos. É um estado de espírito, uma escolha de vida, uma forma de ver o mundo. E, para isso, tem que ter disciplina, equilíbrio. Disciplina para não comer a carne dos animais, equilíbrio para conseguir viver nessa lógica de mundo respeitando seus próprios princípios sem atabalhoar-se. A irmã dele disse, rindo com sua dentadura torta e escurecida, que ele é deveras urbano. Ele riu de volta, confirmando. Tem uma casa em uma área rural de São Luís que já não tem fogão, mas tem três suítes. Maluco beleza o Gaivota. Seria bom se esse tipo de maluquice fosse contagioso. O mundo seria mais bonito. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;O tempo passou que ninguém viu. Gaivota cantou músicas de sua autoria, sua irmã comeu carne de porco, deu-me uma salada com arroz para o almoço. Enquanto conversávamos, uns quatro homens consertavam o encanamento furado de fora da casa, depois de fazer um buraco no meio da antiga rua com desenhos de mosaico. Um dos homens usou manteiga e um pedaço de um chinelo de borracha para vedar os canos. Fecharam o buraco, Gaivota pagou-lhes quarenta reais e foram embora. Minutos depois, a água começou a vazar mais ainda lá no meio da rua. A velha senhora, que estava animada porque naquela tarde teria água em casa, pegou, com cara de frustrada, sua agenda de telefones para ligar para os homens voltarem para consertar o serviço. Gaivota voltou a cantar suas músicas, depois de dizer que ela não se zangasse, que eles voltariam para arrumar. Fiquei&amp;nbsp;imaginando se aqueles homenzarrões fizeram o serviço mal feito só porque tratava-se de dois velhos com jeito de bonzinhos. Ou se erraram mesmo&amp;nbsp;e&amp;nbsp;logo vão ajeitar.&amp;nbsp;Será que existe mesmo a amizade e a solidariedade típicas do interior? Ou&amp;nbsp;de algum outro lugar?&amp;nbsp;Pensei se a trapaça é coisa do ser humano -&amp;nbsp;existindo tanto&amp;nbsp;na porta da casa dos dois velhos quanto no Planalto Central&amp;nbsp;e em Havana - ou se foi inventada por uma forma de sociedade que um dia há de acabar. Tentei lembrar das vezes em que trapaceei na vida. Dei uma de sonsa para comigo e&amp;nbsp;não me lembrei de nenhuma.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;Tudo isso acontecido, deu a hora de pegar o barco de volta. Gaivota foi me acompanhando até o cais, falando das lembranças que tinha quando em Alcântara não havia água e as famílias tomavam banho juntas nas fontes, o homem jogando água na mulher e nos filhos, enquanto eles se ensaboavam. “Ele nem sentia o amor”, falou Gaivota. “Era tão natural, que ele nem sentia, talvez nem gostasse de banhar a mulher”. Ouvi falar que quanto mais velhas as pessoas vão ficando, mais se apegam ao passado e vislumbram menos possibilidades de viver o presente. Esse apego de Gaivota ao que já foi parece não fugir a essa regra. Pode ser que em algumas histórias tenha mentido, reinventado seu pretérito, coisa que fazemos constantemente para tornar os causos mais fantásticos. Mas provavelmente esta seja uma das riquezas de ouvir os mais velhos: olhar para o passado para pensar num presente mais agradável e planejar um bom futuro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;Antes de chegar ao barco, paramos em um bar e compramos canjica. Despedimo-nos. Ele comprou um sorvete e sentou-se na beira do cais. À medida que o barco ia saindo, fui vendo-o diminuir, com seu sorvete e sua cabeça branca cheia de idéias que muita gente acharia absurdas. Olhando para o cais, lembrei de uma noite bonita que havia passado ali – porque lembrança , boa ou ruim, não é só coisa de gente velha, é coisa de todo mundo. E eu voltei para a ilha, para minhas alegrias, para meus dramas e para meus dias normais, pensando no que ele havia dito sobre haver tanto amor a ponto de não ser sentido. &lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29478913-2908011302836247083?l=brancaspautas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://brancaspautas.blogspot.com/feeds/2908011302836247083/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29478913&amp;postID=2908011302836247083' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29478913/posts/default/2908011302836247083'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29478913/posts/default/2908011302836247083'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://brancaspautas.blogspot.com/2010/03/gaivota.html' title='Gaivota'/><author><name>Joiza</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01081967243556577311</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_94fy1v5jhvg/SdJZ1XRAV3I/AAAAAAAAAAM/2H0vnj71QCE/S220/mqnanova+236.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29478913.post-2640669805293371666</id><published>2010-01-13T20:31:00.002-03:00</published><updated>2011-04-29T10:16:59.696-03:00</updated><title type='text'>O Roçador e o Helicóptero</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Alcântara. Um município no estado do Maranhão, com acesso pelo mar. Por ignorância e preguiça, ainda não descobri se é ilha ou se é continente. O fato é que lá existem ruínas da época do Império, povoados seculares, festa do Divino e de São Benedito, e uma base espacial. Passado e presente num mesmo lugar, em constante tensão. A história do povo de lá é triste, gente que, na época da ditadura, teve que dar lugar ao desenvolvimento do país. As pessoas precisaram sair do seu território e hoje moram em agrovilas, longe de mar para pescar, sem terra suficiente para plantar. Não sei os limites do sacrifício humano em nome do desenvolvimento, mas parece óbvio que as pessoas que precisam abandonar suas referências de vida sejam melhor tratadas. Havia um casal, o senhor Manuel a e senhora Constantina. Lá pelos anos oitenta, tendo acabado de se mudar para a casinha na agrovila, se viram sem saber onde plantar a mandioca e o arroz. Decidiram andar seis quilômetros em direção à base espacial e lá iniciar a roça. Era época de capina e todas as manhãs o senhor Manuel andava perto de duas horas para limpar o terreno para o plantio. Num belo dia de sol, sossegou a enxada para prestar atenção no barulho que ouvia de longe. O barulho se aproximou, ensurdecedor, acompanhado de um vento forte sobre sua cabeça: era um helicóptero da aeronáutica. A poeira levantada pelo vento das hélices e o barulho atordoaram o plantador, impedindo-o de continuar. Duas horas depois estava em casa novamente. “O que foi, por que voltou tão cedo?” - perguntou a esposa. “O helicóptero não me deixou continuar”. Os dois se entreolharam intrigados. No outro dia, um camburão com uns cinco fardados parou em frente à casa dos dois, do outro lado da calçada. Dona Constantinta, já chateada de ter perdido seu lar, pensou consigo mesma: “o que esses polícias estão fazendo na porta de um trabalhador?”. Ela chegou até a porta azul de sua casa na agrovila e, de braços cruzados e semblante grave, esperou os fardados se aproximarem. O que eles queriam ela já imaginava: proibir o seu marido de plantar em nome da segurança nacional. O casal, pequenininho por dentro, teve que acatar as ordens das autoridades. Continuam lá, vivos, superando seus dramas. Não podem mais viver da pesca e da roça, mas, dependentes de benefícios da seguridade social, compõem uma sociedade que busca o desenvolvimento. E a nação continua bem segura, tão segura que muitos brasileiros não conseguem transpassar as grades blindadas que a protegem. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29478913-2640669805293371666?l=brancaspautas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://brancaspautas.blogspot.com/feeds/2640669805293371666/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29478913&amp;postID=2640669805293371666' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29478913/posts/default/2640669805293371666'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29478913/posts/default/2640669805293371666'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://brancaspautas.blogspot.com/2010/01/o-rocador-e-o-helicoptero.html' title='O Roçador e o Helicóptero'/><author><name>Joiza</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01081967243556577311</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_94fy1v5jhvg/SdJZ1XRAV3I/AAAAAAAAAAM/2H0vnj71QCE/S220/mqnanova+236.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29478913.post-7121163918159123851</id><published>2010-01-11T18:44:00.004-03:00</published><updated>2011-04-29T10:19:59.462-03:00</updated><title type='text'>Liário</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Liário é um brasiliense doidão: cabelo quase na cintura, uma caveira com lua tatuada na perna direita, outra caveira com sol na esquerda. Filho de policial militar que hoje está na reserva, mas que provavelmente fez algumas maldades com os rebeldes da época na ditadura. Liário tem alguns pinos na face por causa de uma briga em algum lugar da capital federal. Começou um curso de biologia, mas não continuou. Dizem que foi modelo, instrutor de auto escola. Chegado em birita e alucinógenos, diz que um dia vai acabar parando por causa da saúde. Esses dias, estava contando o causo do cigarro: vivia pedindo o dito cujo a um amigo, até que o amigo se aborreceu e mandou-o alinhar-se e comprar seu próprio veneno. O brasiliense arretou-se e nunca mais pediu, comprou ou fumou cigarros. Um belo dia, pegou um cigarro do irmão estudioso, responsável, pai de família – mas um brasiliense doidão também – para ir ao banheiro e, na metade do cigarro, a pressão foi a zero e nosso amigo abandonou uma das drogas mais difíceis. Dia desses, de férias nas Alagoas, de posse de sua nadadeiras de quase um metro de comprimento e da sua máscara de mergulho, foi observar peixes e corais na praia de Sonho Verde, maré a zero ponto seis. Sabe-se lá o que essa medição significa, mas o lugar era lindo demais. Foi em companhia de nossa conhecida personagem Jandira, que também levou suas nadadeiras da época que praticava natação e sua máscara. Jandira impressionou-se com a serenidade do rapaz. Parecia que aquele sujeito contemplando o fundo do mar não era o mesmo que havia tido uma briga tão feia a ponto de remendar a face. Gentil e tranqüilo, diferente da maioria desses homens chatos que ela via por aí. Um bom amigo, desses que sabem a hora de chegar e a hora de ir embora. Que não dá muito valor a gentilezas inúteis, mas sabe ser cavalheiro. Capaz de ficar em silêncio sem trimiliques. No dia a dia, longe dos corais, talvez seja autoritário e machista, mas não há como negar que é um bom sujeito. Mais um bom sujeito na vida de nossa personagem...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29478913-7121163918159123851?l=brancaspautas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://brancaspautas.blogspot.com/feeds/7121163918159123851/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29478913&amp;postID=7121163918159123851' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29478913/posts/default/7121163918159123851'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29478913/posts/default/7121163918159123851'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://brancaspautas.blogspot.com/2010/01/liario.html' title='Liário'/><author><name>Joiza</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01081967243556577311</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_94fy1v5jhvg/SdJZ1XRAV3I/AAAAAAAAAAM/2H0vnj71QCE/S220/mqnanova+236.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29478913.post-7450586517224461402</id><published>2009-12-15T11:27:00.007-03:00</published><updated>2011-07-04T19:55:54.407-03:00</updated><title type='text'>Tchau</title><content type='html'>&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Desejo-lhe boa viagem&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Sem falsa camaradagem&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Continue a brilhar&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;No seu próximo lar&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Não chore à tôa&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Lembre que a vida é boa&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Seja sempre forte&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Aproveite a sorte&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Pode continuar louca&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;De estabilidade pouca&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Mas também seja careta&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Às vezes é porreta!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Ligue se precisar&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Estarei lá, pode contar&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Se for muito urgente&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Não se apoquente&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Tome um chá quente!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Chega de brincadeira&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;De tanta asneira&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Enrolar muito não dá pé&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;O fato é que em você eu boto fé&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Por isso seja feliz&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Só não vale ser meretriz!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Desculpe, sou meio tonta&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Pelo menos a rima está pronta!&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29478913-7450586517224461402?l=brancaspautas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://brancaspautas.blogspot.com/feeds/7450586517224461402/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29478913&amp;postID=7450586517224461402' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29478913/posts/default/7450586517224461402'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29478913/posts/default/7450586517224461402'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://brancaspautas.blogspot.com/2009/12/tchau.html' title='Tchau'/><author><name>Joiza</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01081967243556577311</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_94fy1v5jhvg/SdJZ1XRAV3I/AAAAAAAAAAM/2H0vnj71QCE/S220/mqnanova+236.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29478913.post-8149392958442175095</id><published>2009-12-14T15:58:00.004-03:00</published><updated>2011-04-29T10:35:47.812-03:00</updated><title type='text'>José Davi e Maria Alice</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Mil novecentos o oitenta. José Davi, vinte anos, regou o último pé de mandioca da pequena plantação no interior do estado de São Paulo, olho para cima, respirou fundo e começou a sonhar: pensava em Maria Alice, que seria sua esposa dali a um mês. Agradeceu a Deus por tê-la mandado para amá-lo e rezou um pai nosso. Foi tomar seu costumeiro banho de cuia das cinco da tarde e, depois, passou seu desodorante de leite de rosas. Penteou o cabelo de lado e botou a camisa para dentro da calça. Ia encontrá-la, precisava estar bem apresentado. Montou em sua bicleta e, assoviando, imitando canto de um passarinho qualquer, deu início ao seu caminho.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Lá pelas tantas do caminho, viu um táxi cambaleando pela estrada, que parou, e dele saíram dois homens bem vestidos da cidade. Olhou janela adentro, o motorista agonizante, ensanguentado e esfaqueado pedia ajuda. José Davi, que na roça aprendera que Deus manda ajudar quem precisa, prontamente entrou no táxi, tomou o lugar do motorista e o levou até o hospital. Lá chegando, teve que esperar a polícia. Contou a história e ficou detido até que se esclarecessem os fatos. Os dois bonitões foram encontrados e, em seus depoimentos de espertos da cidade, disseram que era tudo mentira de José Davi e fora ele quem cometera o crime. O taxista não viveu para contar a história. A polícia acreditou nos urbanóides e encarcerou o simplório agricultor. Nada de casamento. Mas Maria Alice havia sido escolhida por Deus para amar José Davi. Em companhia da futura sogra e contrariando a família, todos vigésimo dia do mês vestia seu vestido mais bonito e ia visitar o amado injustiçado. Após três anos, a mãe dele morreu e a família dela não mais permitia a sua visita ao presidiário.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;A sorte foi que, um ano depois, em um mercadinho, o dono, agaixado arrumando mantimentos, ouviu a conversa de dois homens que chegaram e não o viram: “olha, não beba mais, a sua última bebedeira rendeu a morte de um taxista e a prisão de um inocente”. E o outro: “tá bom, eu matei mesmo, estava bêbado, mas vou me controlar”. O santo dono do mercadinho avisou à polícia que, depois de algumas investigações, libertou José Davi. Não é que, depois de um ano sem vê-la, Maria Alice estava lá à sua espera? Os dois conseguiram se casar! Mas João Davi nunca permitiu que ela engravidasse porque esse mundo é cruel demais para botar gente de bem no mundo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Dois mil e nove. Gino, jornalista, trinta e poucos anos, um filho de sete, estava, em companhia de um amigo, esperando o ônibus no centro da ilha capital do Maranhão. Ouviram um tiro e, logo em seguida, uma mulher gritando por socorro. Os dois foram acudi-la e, quando a polícia chegou, a maluca disse aos policias que Gino e seu amigo haviam sido os autores do tiro. Os fardados acreditaram e, prontamente, promoveram-nos a bandidos e enfiaram-nos no porta-malas do camburão. Seguiram caminho inverso da delegacia e, numa rua escura, pararam o carro, a procura da arma do crime e da confissão. Humilharam-nos e criticaram a cor da pele e o cabelo sarará do amigo de Gino. Mesmo sem ter achado a arma, levaram-nos até a delegacia, engavetaram-nos em uma cela, ao lado de um sujeito sob efeito de craque, gritando a noite toda pelo juiz. De manhã o delegado chegou, não encontrou arma nenhuma e soube que a mulher ferida, já calma, reconhecera que se enganou quanto ao autor dos tiros. Gino e o amigo foram para casa. Gino, durante um mês, sonhava todos os dias com as cenas e pensava o que poderia fazer para proteger seu filho dos males desse mundo. Concluindo que não havia meios, desesperava-se. Mas, como o tempo cura tudo, o fato adormeceu.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Assim a vida segue. João Davi e Maria Alice sem seus filhos e Gino tentando achar um mundo menos injusto para o seu. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29478913-8149392958442175095?l=brancaspautas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://brancaspautas.blogspot.com/feeds/8149392958442175095/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29478913&amp;postID=8149392958442175095' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29478913/posts/default/8149392958442175095'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29478913/posts/default/8149392958442175095'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://brancaspautas.blogspot.com/2009/12/jose-davi-e-maria-alice.html' title='José Davi e Maria Alice'/><author><name>Joiza</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01081967243556577311</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_94fy1v5jhvg/SdJZ1XRAV3I/AAAAAAAAAAM/2H0vnj71QCE/S220/mqnanova+236.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29478913.post-3295368684422231874</id><published>2009-12-09T18:38:00.005-03:00</published><updated>2011-04-29T10:34:48.827-03:00</updated><title type='text'>Olivier</title><content type='html'>&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Cuide-se, querido amigo&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;rode mesmo o mundo&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;vire-o pelo avesso&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;deixe o mundo rodá-lo&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;virá-lo de ponta-cabeça&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;piruetas, cambalhotas&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;tudo vale à pena cantar&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;ciranda, reggae, cacuriá&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;é merecido dançar&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;só girei nesses versos&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;nada disse com substância&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;tudo bem, apenas quis falar&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;e...rodar&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29478913-3295368684422231874?l=brancaspautas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://brancaspautas.blogspot.com/feeds/3295368684422231874/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29478913&amp;postID=3295368684422231874' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29478913/posts/default/3295368684422231874'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29478913/posts/default/3295368684422231874'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://brancaspautas.blogspot.com/2009/12/olivier.html' title='Olivier'/><author><name>Joiza</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01081967243556577311</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_94fy1v5jhvg/SdJZ1XRAV3I/AAAAAAAAAAM/2H0vnj71QCE/S220/mqnanova+236.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29478913.post-641233402034836130</id><published>2009-12-04T19:40:00.002-03:00</published><updated>2011-04-29T10:34:07.471-03:00</updated><title type='text'>A Escrita Troncha de Jandira</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Jandira, analfabeta abestada, de traquejo de vida não sabia nada. Mas ia dizer, e todos podiam ouvir o que ia dizer. Esse pedacinho de letra que escreveu foi só amostragem de sentimento, foi a vontade que tinha de abarcar o mundo e de chorar. Foi, então, contando essa história, mas não garantiu que não falaria coisa de si mesma, pois era gente de espécie mediana, que não sabia falar muito além de si. Do começo, não sabia se devia contar porque esse negócio de tempo em linha reta não era verdade absoluta: ouviu dizer que as partículas atômicas voltam no tempo. Talvez agora, o acontecimento último, seja o começo do que aconteceu antes. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;O que contou do fim, do agora, foi a lembrança de uma cena do homem deitado na rede, rodeado por alegres ouvintes, contando a história de uma certa burrinha. Por mais que se esforçasse, não se lembrava do causo. Só sabia que era cena de filme o seu falar. Queria ela ter cacife para contar a história dele e as histórias que conta. Não havia nada de mais nesse sujeito, era gente como qualquer gente, mas era pessoa que olhava nos olhos. Seus grandes olhos cor de sapoti não pareciam temer qualquer coisa. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Com sorriso de Monalisa, vinha, então, andando o homem paralelamente à cerca recém-instalada na propriedade. Sempre carregando algum cacareco nas mãos, vestia blusa larga, estampada, chapéu de palha na cabeça, barba branca. Olhos de sapoti, castanhos, grandes, que olhavam destemidamente outros olhos. Do outro lado, vendo a imagem do personagem formar-se no papel em branco e chegar até a solidão de sua escrita, Jandira - tentando quase inutilmente fazê-lo ter vida por meio de letrinhas bem menos atraentes que a cena real – deu-se conta de que um bom personagem para a sua história acabara de nascer.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Desfez-se a imagem do homem caminhando, agora o via deitado em rede, baforando algum tipo de cigarro santo. Ele não tinha cara de profeta, nem de anjo, que bom! Era um palhaço de bochechas marrons e voz de violeiro. Empolgado com a conversa, iluminado pela pouca luz do fim da tarde, dedo indicador em riste, decretou: “Você será a maior escritora desse país!”. “Do país não, do mundo!”- retrucou ela, celebrando um sonho que ele ali sonhava com ela. Ele foi um grande personagem palhaço da escrita troncha de Jandira.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;(...)&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29478913-641233402034836130?l=brancaspautas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://brancaspautas.blogspot.com/feeds/641233402034836130/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29478913&amp;postID=641233402034836130' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29478913/posts/default/641233402034836130'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29478913/posts/default/641233402034836130'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://brancaspautas.blogspot.com/2009/12/escrita-troncha-de-jandira.html' title='A Escrita Troncha de Jandira'/><author><name>Joiza</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01081967243556577311</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_94fy1v5jhvg/SdJZ1XRAV3I/AAAAAAAAAAM/2H0vnj71QCE/S220/mqnanova+236.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29478913.post-4138377379366039101</id><published>2009-03-31T14:51:00.004-03:00</published><updated>2011-04-29T10:27:31.024-03:00</updated><title type='text'>Nicolimba</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: #b45f06; font-size: large;"&gt;“Ela está pitando também” - notou o singular senhor. Devia ter uns setenta anos, protegia-se do sol claro de São Luís com boné branco, cobria-se com camisa de botão e calça jeans. “Eu gosto mais é do meu fumo, esse tem muita nicolimba”. “Qual é o fumo do senhor?” - perguntou a inveterada fumante. “Ah o meu é do forte, eu compro lá no meu território, fumo no cachimbo, trago tudo”. “Vixe, deve dar até tontura!”. “Ah, não entomba não, é bom demais!”. Pôs a mão no bolso de trás de calça, que voltou mostrando o pacote do fumo motivo de tanto orgulho. Estava acompanhado de um mulher, também fumante de nicolimba, vestindo blusa de uniforme, pitó no cabelo, calça jeans, que deixou passar o ônibus que esperava para acabar de degustar seu cigarro. O ponto de ônibus da praça Odorico Mendes estava lotado de pessoas em direção aos seus territórios. Acabou o cigarro da outra mulher, que disse “até logo” e partiu. Acabou-se o causo. Mais um acontecimento da vida.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29478913-4138377379366039101?l=brancaspautas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://brancaspautas.blogspot.com/feeds/4138377379366039101/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29478913&amp;postID=4138377379366039101' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29478913/posts/default/4138377379366039101'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29478913/posts/default/4138377379366039101'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://brancaspautas.blogspot.com/2009/03/nicolimba.html' title='Nicolimba'/><author><name>Joiza</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01081967243556577311</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_94fy1v5jhvg/SdJZ1XRAV3I/AAAAAAAAAAM/2H0vnj71QCE/S220/mqnanova+236.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry></feed>
