Este Lugar



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segunda-feira, dezembro 18, 2017

A Mãe D’Água Cura

Bom mesmo é deixar ir. O vento.Talvez o coração sempre dispare ao vê-lo, mas não dói mais. Foi. De tanta teima em inventar o sentimento, doeu. Mas que alívio não desejar mais desejá-lo! Em paz por vê-lo leve como sempre, à espera da continuação da humanidade. Em meio a tanta água, a tanta chuva, o mistério da vida a se apresentar de novo, de novo e de novo. A vida real está mais bonita que a história da Jandira. Acabou-se o choro, acabou-se a agonia. Sobraram dias e dias, passos leves, valsas, palmas, a Mãe  D’água. A vida. A morte. Mas a Jandira agonizará eternamente. O tempo gasto, perdido, puído, não volta. Ao menos crescemos e parecemos melhores que em outras horas. A Mãe D’Água leva, a Mãe D’Água traz, a Mãe D’Água cura. Em uma batida de mãos, aceito o fato de ter vindo parar aqui. Embora não entenda. Bom mesmo é deixar ir. O vento. A Mãe D’Água só leva o que tem mesmo de levar. 


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